A religiosa também
teve dois grandes momentos de sua vida ao lado de São João Paulo II. Em 7 de
julho de 1980, encontrou-se com o então Papa que visitava pela primeira vez o
Brasil. Na ocasião, ouviu dele o incentivo para prosseguir com a sua obra. Os
dois voltaram a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do
Sumo Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua
agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar a religiosa baiana, cuja saúde
já se encontrava bastante debilitada em função de problemas respiratórios.
Cinco
meses depois, no dia 13 de março de 1992, o Anjo Bom da Bahia faleceu, aos 77
anos.
Em
janeiro de 2000, teve início o processo de canonização de Irmã Dulce. Em 2010,
a Congregação para a Causa dos Santos reconheceu a autenticidade de um milagre
atribuído à religiosa. Trata-se do caso de Claudia Cristina dos Santos,
ocorrido em Itabaiana, em Sergipe. Após dar à luz seu filho, Gabriel, a mulher
sofreu uma forte hemorragia, durante 18 horas, tendo sido submetida a três
cirurgias. Diante da gravidade do quadro, os familiares chamaram Padre José
Almí para ministrar a unção dos enfermos. O sacerdote decidiu fazer uma
corrente de oração pedindo a intercessão de Irmã Dulce e deu a Cláudia uma
pequena relíquia da Bem-Aventurada. A hemorragia cessou subitamente.
Irmã
Dulce foi beatificada no dia 22 de maio de 2011. Para ser canonizada, é
necessária a comprovação de mais um milagre atribuído à freira baiana, que
tenha ocorrido após 11 de dezembro de 2010, data da promulgação do decreto
papal sobre o primeiro milagre.
Por ACI

Nenhum comentário:
Write comentários