O
Papa Francisco enviou uma mensagem, nesta terça-feira (10/11), aos
participantes do 20º encontro comum das Pontifícias Academias sobre o tema “Ad
limina Petri. Traços monumentais da peregrinação nos primeiros séculos do
Cristianismo”.
O documento foi enviado ao Presidente do Pontifício Conselho para
a Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi (foto), Presidente do Conselho de
Coordenação das Pontifícias Academias.
“Dentre as iniciativas a fim de valorizar esse caminho comum,
destaca certamente o Prêmio destinado anualmente a jovens estudiosos, artistas
ou instituições que contribuíram, através de seus estudos ou obras, nos vários
âmbitos disciplinares das Academias, na promoção do humanismo cristão e do
desenvolvimento das ciências religiosas. A sua reflexão ajudará a aprofundar o
sentido da peregrinação cristã”, frisa o Santo Padre na mensagem.
“Desde os primeiros séculos da era cristã os itinerários dos
peregrinos, eclesiásticos e leigos, são bem documentados por várias fontes,
dentre as quais os grafites deixados nos lugares de visita, nos túmulos dos
mártires. Deles emerge a fé pura e generosa de quem se colocou a caminho, com
coragem e muitos sacrifícios, para encontrar, ou melhor, tocar com as mãos, o
testemunho da fé e suas memórias, a fim de obter entusiasmo renovado e força
interior para viver profundamente e com coerência a própria fé”, destaca ainda
Francisco.
O Papa deseja que os peregrinos que virão a Roma por ocasião do
Ano Santo da Misericórdia possam sentir a presença do Senhor como companheiro
de viagem e experimentar a alegria do encontro com Ele.
Durante o encontro o Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin,
entregou os prêmios das Pontifícias Academias. Este ano, o Papa Francisco
conferiu o prêmio à associação portuguesa Campo Arqueológico de Mértola, que
tem como referência o professor Virgílio Lopes, pelas campanhas arqueológicas
realizadas nos últimos anos, e a Matteo Braconi pela tese de doutorado sobre o
tema “O mosaico da abside da Basílica de Santa Pudenziana em Roma. História,
restaurações e interpretações” defendida na Università degli Studi Roma Tre.
Foi entregue a medalha do pontificado a Almudena Alba López, da
Universidade de Salamanca, pela publicação Teología política y polémica
antiarriana.


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